Segunda-feira, 20 de Outubro de 2003
Um leitor, Jorge Bento, enviou-me a seguinte notícia, sem dúvida reveladora do à-vontade com que os franceses se mexem nas questões da Justiça:



«(Bordeaux, France) - A French magistrate caught masturbating during a court session was locked up on Thursday and put under investigation, justice officials in the south-western city of Bordeaux said.

The head judge of the city's appeals court said ‘a penal inquiry ordered by the prosecutor of the republic is currently being carried out by the police’ while a request for a psychiatric evaluation of the magistrate - who was not named - had been made.

He said the justice ministry had also been asked to temporarily suspend the magistrate while the matter was looked into.

According to La Charente Libre, a local newspaper who had a reporter in court at the time of the alleged offence, the magistrate had discreetly lifted up his ceremonial robe while a lawyer was presenting final arguments, undid his pants and ‘engaged in gestures that left nothing to the imagination’. Sapa-AFP



P.S. O 'seu' jornal CM foi o único a dar esta notícia. Eu sei que a mesma não foi veiculada pela Al Jazira, e deve ter sido por isso que a restante imprensa a ignorou. Ainda se o juiz fosse americano... Ou estivesse no tribunal de Bragança!»


publicado por ag às 15:18 | link do post

Não quero beliscar a credibilidade da Al-Jazira, mas cada nova «aparição» do sr. Bin Laden levanta-me sempre algumas dívidas. Principalmente sobre o facto do homem só «aparecer» em cassetes audio. Um costume, aliás, partilhado com a elite do terrorismo internacional em fuga, tipo Saddam e o santificado Omar (visto pela última vez a abandonar Cabul numa Vespa, vai para dois anos).

Pergunto: a rapaziada que abriga estes párias desconhece que as câmaras de vídeo já são comercializadas desde 1975? É que, dado o objectivo das sazonais «mensagens» consistir em demonstrar ao mundo a sobrevivência e o vigor do sr. Laden e afins, um filmezito ajudaria muito mais. Uma voz qualquer Fernando Pereira imita, sobretudo se a mesma tem a qualidade sonora do Oscar Wilde a declamar excertos do «De Profundis». Agora um homemovie, daqueles jeitosos, com churrasco, crianças em corrida e o sr. Laden a apalpar, galhofeiro, doze ou treze das respectivas esposas, faria maravilhas pela causa do Islão.

Actualizem-se, por amor de Alá, e ponham os olhos no compincha Arafat. Mesmo ele, que pretende exibir as pérfidas condições a que os malvados israelitas o condenaram, surge diariamente em filmagens perfeitas, ao vivo e a cores. É como na «pop»: os discos são uma formalidade; os «clips» são essenciais. Em vez de se armar em CNN, a Al-Jazira devia cumprir a sua verdadeira vocação e colar-se à MTV, divulgando com outro primor os artistas locais. Caso contrário, os srs. Laden, Saddam & etc. arriscam-se a comprometer seriamente as promissoras carreiras.


publicado por ag às 11:46 | link do post

Fui, ontem, ao concerto dos Tindersticks. Comento-o com uma palavra que nunca tinha escrito antes: escorreito. A banda tem estilo. As canções são, digamos, porreirinhas (e às vezes boas). O alinhamento foi perfeito. O Coliseu do Porto estava repleto de devotos. Mas faltou um não sei o quê - que, com os Tindersticks, falta sempre. Vejamos a coisa deste modo: quando Cohen actua, o sujeito é Cohen; quando os Tinderstcks actuam, o sujeito é Cohen também. E Lee Hazlewood. E os Velvet Underground. Talvez o excesso de referências atrapalhe. Ou talvez isto seja conversa fiada, e a questão se resuma ao talento que uns têm em abundância, e os outros nem por isso.


publicado por ag às 11:45 | link do post

Sábado, 18 de Outubro de 2003
A direcção do partido socialista, encabeçada, ao que consta, pelo dr. Ferro Rodrigues, veio ontem criticar as violações do segredo de justiça. A crítica deveu-se principalmente à revelação de umas escutas telefónicas, nas quais o dr. Ferro Rodrigues se confessava ‘cagando’ para o dito segredo.

Ou temos aqui um caso exemplar de esquizofrenia, ou, o que é mais provável, está tudo bem e sucede apenas que a direcção do PS tem a defecação em altíssima conta. Nada a obstar: Mozart também tinha. E obrou imenso.


publicado por ag às 11:33 | link do post

Há bocado, acompanhei o café e os jornais com a escuta (legítima) da conversa entre duas moçoilas, a poucas mesas de distância. Alguns highlights:



«- É incrível como tu, na privada, tens estágio assegurado, e eu tenho que consegui-lo sozinha.»

«- Sabes como é...»

(...)

«- Eu só estou a par do que se passa pelas revistas [segurava a «Caras»]. Nem tenho tempo de ver televisão.»

«- É como eu. E gosto tanto das ‘Mulheres Apaixonadas’.»

«- Também eu!»

(...)

«- Ó pá, digam o que disserem, mas uma pessoa com um curso superior tem de ter outra forma de estar.»

«- Isso é lógico.»


publicado por ag às 11:32 | link do post

Estou há uns dias em falta com o João Sousa. Culpa e distracção minhas, sobretudo porque o blogue dele, o Vitamina C, é dos exige divulgação urgente. Por ser bom, por ser duro e frontal, por originar dores nas costas ao autor (ver post abaixo) e, venha de lá a sinceridade, por me emparelhar com o João e o VPV.


publicado por ag às 00:14 | link do post

Sexta-feira, 17 de Outubro de 2003
Não exagero: estou há oito horas em volta de um problema informático que transformou o meu pc numa coisa descoordenada e «irreverente», assim tipo manifestante das propinas. Embora o «site meter», por exemplo, tenha sumido sem prestar contas, o principal «conflito» de software, de momento, parece sanado. E quem quer saber? Doem-me as costas, a cabeça e os olhos. Jantei mal e à pressa. A minha mulher, naturalmente, não fala comigo. Eu falo comigo - o que também não é um bom sinal.

Talvez me passem, as dores e a tendência, mas começo a fitar os computadores com um asco semelhante àquele que o estado-maior do PS com certeza dedica, hoje em dia, aos telemóveis. A culpa não é do progresso: é do atraso, que vai impedindo a existência de um Windows capaz, de um computador sem «conflitos» e, já agora, de um telemóvel inescrutável - a terceiros, claro.


publicado por ag às 23:52 | link do post

Quinta-feira, 16 de Outubro de 2003
O Ocidente está cada vez mais compassivo e fatigante. Dantes, se uma pessoa se condoía pelos desgraçados dos leprosos, limitava-se a dizer «Coitadinho!» e a correr em frente como um galgo. Em finais do séc. XIX, as vítimas da filariose (ou elefantíase - ver Lynch, David) e deformações em geral já mereciam paragem prolongada, pagamento à entrada e uns suspiros, menos de pena que de repulsa.

Nos famigerados anos 80 do século passado, a coisa começou a complicar-se, quando os piedosos que simulavam simpatia pelas vítimas da SIDA se viram obrigados a exibir um lacinho vermelho na lapela. Não era, ainda, muito grave: o penduricalho, além de não pesar dez gramas, ficava praticamente de borla e caía a matar (sem trocadilho) em elegante traje escuro. O êxito foi tal que, durante algum tempo, o merchandising da misericórdia se quedou por penduricalhos similares, variando a cor e a forma em função da calamidade a que se reportavam.

Em Portugal, pelo menos, a chatice a sério coincidiu com os massacres em Timor, há uns quatro anos: sujeito sensível, daqueles que não trocavam o «Lorosae» pelo «Leste», era socialmente constrangido a acender velas a horas absurdas e nos locais mais impróprios, a ouvir o cançonetista Represas e, para cúmulo, a pendurar farrapos nas janelas. Aos timorenses, os sacrifícios não serviam de muito - como de resto a iconografia anterior se revelou inútil às vítimas de qualquer calamidade - mas, de um bizarro modo, consolavam os respectivos praticantes.

Nada, porém, se compara aos esforços dos que escolhem sofrer em nome da pedofilia. Um feio dia, na Bélgica, um bando de manifestantes resolveu vestir-se de branco (por referência às pombas ou algo assim) e eis criado o uniforme oficial da Brigada da Castração. Por cá, fatalmente atrasados nas tendências do glamour, só há umas semanas o alvo modelo teve a sua estreia, na hilariante Marcha Branca. Se, contudo, havia quem julgasse que a moda seria passageira, fruto de uma falha momentânea nos mecanismos de detecção do ridículo entre os participantes, o dr. Pedro Namora deu o exemplo e mostrou ontem, no Parlamento, que o branco veio para ficar. Olhamos para o moço (e condizente séquito) em figura triste e escangalhamo-nos às gargalhadas, mas não deixamos de imaginar a dor que ele deveras finge sentir. As crianças justificam tudo. Até isto.


publicado por ag às 16:46 | link do post

Parece que este afamado retiro, próximo do Largo de Camões na geografia e de Bragança no espírito, deixará de exibir fitas sérias para se dedicar às pantominices do Fantasporto. Julgo que ainda não há data marcada para a deprimente transição, mas consta que os espectadores já fogem em debandada.


publicado por ag às 00:01 | link do post

Quarta-feira, 15 de Outubro de 2003
O Velho da Montanha congratulou-me pelo post sobre a reportagem da «Time». O Pedro Oliveira, do Alma Despida, acrescentou uma curiosa perspectiva ao mesmo assunto. E a Lolita, do Blogame Mucho, chamou-me «boçal ostensivo» por ter fumado nas imediações de um anti-tabagista. Agradeço a todos.


publicado por ag às 16:34 | link do post

Alguém chegou ao meu blogue depois de digitar ‘homem a dias’ no Google da Hungria. Claro que o ‘a’ não fez parte da pesquisa, até porque, como todos sabem, «‘a’ szó túl általános, ezért kimaradt a keresésbõl».


publicado por ag às 16:34 | link do post

Terça-feira, 14 de Outubro de 2003
Ainda não vi, mas disseram-me que, ao longo de oito páginas, a «Time» desta semana descobre em Bragança a Sodoma do séc. XXI, exclusivamente heterossexual e com sotaque brasileiro. Não sei se alguma das lendárias Mães locais é correspondente europeia da revista. Sei que vou a Bragança dezenas de vezes por ano (sou de um concelho vizinho), e nunca encontrei quaisquer vestígios desse orgíaco mundo subterrâneo. Se calhar, é demasiado subterrâneo para a intuição deste vosso criado, admito. De uma forma ou de outra, a ser verdade e agora que a minha consorte não nos lê, imploro às autoridades que comecem a incluir os eixos de luxúria nos roteiros oficiais da cidade, fornecendo moradas, telefones e, se possível, imagens graficamente explícitas das maravilhas que temos andado a perder. Caso contrário, para os incautos como eu, Bragança continuará a assemelhar-se a uma cidadezinha de província, onde se janta divinamente e, em seguida, a falta de actividades digestivas de pendor cultural faz-se sentir com acintosa frequência. Perante o artigo da «Time», o sr. governador civil pede reforços policiais; eu peço divulgação ampla, adequada e nacional. Parece-me justo, a menos que os responsáveis deste País insistam em manter a Cultura adiada, deixando que os arqueólogos desenterrem as brasileiras quando estas não passarem de fósseis e garatujas na parede.


publicado por ag às 12:02 | link do post

Vi, há bocado, a dra. Ana Gomes na Sic Notícias, exaltada e absurda ‘comme d’habitude’. Eu nem sei bem quem é - ou o que é - a dra. Ana Gomes. Mas cada vez que ela aparece em público mais me convence de que existe, realmente, uma cabala contra o PS. Liderada por esta senhora. Mil desculpas, dr. Ferro.


publicado por ag às 00:01 | link do post

Segunda-feira, 13 de Outubro de 2003
Ainda sobre os manuais do liceu, o ensino e o estado da língua portuguesa, talvez este mail que recebi possa contribuir para o debate:



«Caros amigos,



Os autores do livro 'e-Learning e e-Conteúdos', Jorge Reis

Lima e Zélia Capitão, editado pelo Centro Atlântico, têm o

prazer de o convidar para o seu lançamento a realizar num

espaço especial: o Silo do NorteShopping. (...)



De que trata o livro? Em resumo de e-Learning:



Com o advento da sociedade digital aparecem novos

paradigmas na área da educação e da formação, tal como a

formação ao longo da vida, como factor fundamental na

estabilidade do indivíduo no mercado de trabalho. É

fundamental conceber soluções de e-Learning que flexibilizem

o acesso aos recursos de aprendizagem (qualquer sítio,

qualquer hora) implantando estratégias pedagógicas adequadas

a uma aprendizagem mais eficaz. A qualidade e relevância dos

conteúdos de um curso de e-Learning são factores

condicionantes para o seu sucesso requerendo a compreensão

dos mecanismos subjacentes aos processos de ensino e

aprendizagem.



O livro 'e-Learning e e-Conteúdos' descreve o processamento

da aprendizagem - 'como se aprende' - e sugere modelos para

a estruturação de e-conteúdos - 'como ensinar'.



A análise de três e-cursos mostra a importância das

orientações pedagógicas relativas à aprendizagem, à

estruturação dos conteúdos e ao desenho da sua interface.



Contamos consigo no dia 14 de Outubro (terça-feira) pelas

19h00 no Silo do NorteShopping do Porto. Com os nossos

melhores cumprimentos e antecipadamente gratos pela sua

presença e apoio



Departamento de Informática

Universidade Portucalense»



Escrevi «talvez» deliberadamente: eu não percebi e-Nada.


publicado por ag às 12:28 | link do post

Para minha sorte e descanso, acho que todos os meus amigos são fumadores - activos ou não. Talvez por isso, reconheço dificuldades relacionais com sujeitos que guardam uma distância de 300 metros ao cigarro mais próximo. São uma gente estranha, que acredita firmemente na íntima eternidade e que ocupa os tempos livres a escrever insultos ao Francisco José Viegas. Sempre que posso, evito-os. Sábado, não pude evitá-los. Ao jantar, foi-me servido um anti-tabagista encartado, que ainda por cima acumulava funções. Além de temperar o repasto com a malcriação habitual sobre o fumo, o angélico rapaz dizia-se igualmente «fanático do desporto» (entre a rapaziada saudável, o fanatismo é um modo de vida) e «fanático da reciclagem» (hélas).

Estas maravilhas da fé iam sendo disparadas contra um alvo específico, justamente a pessoa que convidara o beato e que, com elevado merecimento, sofria o suplício em silêncio. Infelizmente, a partir de certa altura, Sua Santidade aumentou o volume e eu, tendo terminado a moamba de galinha, acendido o quinto cigarro do serão e inaugurado a segunda garrafa de Cartuxa, não resisti a emitir umas opiniões avulsas - evidentemente retóricas e inúteis. À saída do restaurante, percebi quão inúteis, enquanto Sua Santidade se dirigia para um Volvo qualquer coisa oitenta (em termos de poluição, o equivalente a uns 5700 fumadores) e os conhecidos dele se despediam: «- Até à próxima, Adolfo». Adolfo?


publicado por ag às 11:29 | link do post

Julgo que a reacção aos tais manuais do 10º ano tem sido excessiva. O regulamento do «Big Brother», por exemplo, pareceu-me um texto conciso, correcto e razoavelmente perceptível. O que é muito mais do que se pode dizer de boa parte da literatura portuguesa contemporânea. E quanto ao «Testenovela», também não vi motivos para a irrisão demonstrada. Qualquer palerma sabe quem é o autor de «Aparição» ou o número de cantos d’«Os Lusíadas». Mas eu próprio, que não me considero um ignorante terminal, ignoro se, na novela «Tentação», Marco António é atraiçoado por Gracinha, Renata ou Raquel. E tenho pena. Sugerir a irrelevância de conhecimentos assim é menosprezar o contributo da antropologia clássica: se, há oitenta anos, a sra. Mead mostrou o quanto podíamos aprender com os selvagens de Samoa, seria estúpido fingir, hoje, que os selvagens da Brandoa nada têm a ensinar-nos.


publicado por ag às 11:28 | link do post

O Joel Neto esclareceu tudo. Caro Joel, avise quando passar por estes lados, e considere-se convidado para um café ou um almoço. Melhor ainda: para ambos.


publicado por ag às 11:26 | link do post

Sábado, 11 de Outubro de 2003
Percebo o critério do JCD, explícito no post «Repelente». Mas por vezes sucedem coisas curiosas, da ordem do insondável. Um destes dias, aluguei um filme devido às críticas que o «Expresso» lhe dedicara, e que se resumiam a uma sucessão de bolas pretas. Por incrível que pareça, ao fim de vinte minutos carreguei no stop do dvd, enojado: o filme era realmente péssimo. Odioso. Pior que uma crónica do arquitecto. Bem, não exageremos, mas era muito mau. E agora, como é que se fica? Se uma pessoa já nem pode confiar no «Expresso», vai confiar em quê?


publicado por ag às 11:52 | link do post

Sexta-feira, 10 de Outubro de 2003
Quase todos os dias, na esplanada onde almoço, vejo passar um sujeito de meia-idade que fala sozinho. À primeira vista, enganado pelo auricular que leva no ouvido, julguei que conversava ao telemóvel. Errado: a observação regular e sistemática do sujeito e respectivos monólogos permitiram-me concluir que, do outro lado do fio, não há ninguém. É só ele, que em voz alta, olhos baixos e com uma mão a agitar-se atrás das costas, proclama invariavelmente coisas do tipo:



«- Eu não quero ser atendido por fascistas nem por filhos de fascistas.»



Ou:



«- Eu não tenho medo, eu não mudo.»



E a sentença preferida:



«- Eu sou comunista!»



Hoje, vi novamente o comunista que não muda e fala sozinho, e pensei na magnífica metáfora que, quase todos os dias, atravessa a hora da minha sobremesa.


publicado por ag às 18:22 | link do post

Mário Soares abriga GNR em cabina telefónica.


publicado por ag às 11:25 | link do post

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